Hiperplasia Prostática Benigna

Hiperplasia Prostática Benigna – HPB

 

Próstata é uma glândula situada entre a bexiga e a uretra (canal do pênis), por onde flui a urina. Responsável por produzir o líquido prostático, o qual constitui um dos integrantes do líquido seminal (sêmen).

HPB refere-se ao tumor benigno mais comum que acomete o homem. O crescimento (hiperplasia) benigno da próstata inicia-se a partir dos 35 anos. Esse aumento da glândula pode causar obstrução à saída da urina, da bexiga, até o meio externo, refletindo nos sintomas de jato urinário fraco, esvaziamento incompleto, aumento da frequência das micções noturnas (noctúria), esvaziamento incompleto, dor em abdome inferior, urgência para urinar, e até mesmo incontinência urinária.

O tamanho normal de uma próstata é de cerca de 20g, equivalente a uma noz; existe casos descritos de próstata que podem atingir de 300 até 400g, do tamanho de uma bola de futsal.

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Foto: Aparelho ressectoscópio utilizado para a ressecção endoscópica da próstata

De acordo com a gravidade dos sintomas, as características da próstata, e as condições clínicas do paciente, pode-se optar pelas seguintes condutas:

  • tratamento expectante, somente seguimento clínico, com exame físico, e exames laboratoriais
  • tratamento medicamentoso, podendo ser usado isoladamente ou em associação, os alfabloqueadores (principalmente doxazosina ou tansulosina), que tem efeito no relaxamento da musculatura lisa da próstata, e dessa forma permitindo aumentar o fluxo jato miccional; e os inibidores da enzima 5 alfa redutase (finasterida ou dutasterida), que fazem efetivamente a redução do volume prostático, e também do PSA (exame de sangue). O advento e o uso associado destas medicações, permitiu uma redução importante do número de cirurgias para o tratamento do HPB
  • tratamento cirúrgico, reservado para os casos em que não houve sucesso com o tratamento medicamentoso, em casos de pacientes obstruídos e que necessitam usar sonda vesical, alguns casos de alterações na bexiga consequentes a obstrução crônica gerada pela próstata aumentada, como cálculos vesicais, e casos de prejuízo da função renal devido a obstrução da próstata ao livre fluxo urinário.

O tratamento cirúrgico clássico, e padrão-ouro, é a ressecção endoscópica da próstata, no qual realiza-se a “raspagem” da próstata pela uretra, sem necessidade de nenhum corte externo.

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Foto: fragmentos de próstata obtidos após ressecção endoscópica da próstata

Outro tratamento que pode ser feito, utiliza-se da mesma via de acesso, e é realizado com a fonte de energia a laser, que provoca uma eletro-vaporização do tecido prostático. Em casos de próstata muito grandes (acima de 80-100g), o tratamento cirúrgico deve ser realizado por cirurgia via abdominal, com corte (prostatectomia transvesical)

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Foto: Peça cirúrgica, próstata de aproximadamente 150g

 

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Foto: Peça cirúrgica, próstata de aproximadamente 200g

 

Maurício F. L. Marchese