Neoplasia Maligna da Próstata

Neoplasia Maligna da Próstata ou Câncer de Próstata

Trata-se da neoplasia maligna dos órgãos sólidos, que acomete mais comumente o homem, principalmente na faixa etária entre os 60 e 70 anos.

Geralmente não causa nenhum tipo de sintomas, logo, a dificuldade de diagnosticá-la.

Existe relação com a hereditariedade, homens da mesma família (avô, pai e filhos), apresentam maior chance de adquirirem. É mais comum na raça negra.

A única forma de prevenção para esta doença, assim como para outras neoplasias malignas, seria adquirir hábitos de vida saudáveis, como alimentação saudável, exercícios físicos regulares, controle do peso.

Os exames mais importantes que temos disponíveis para a detecção precoce são: o exame físico, conhecido como toque retal, no qual o urologista pode perceber a consistência da glândula prostática, se existe alguma área endurecida sugestiva de neoplasia, assim como caracterizar o tamanho da próstata; e o exame laboratorial (exame de sangue) conhecido com PSA (antígeno específico da próstata). Os exames são fundamentais, ambos se complementam, e orientam para o diagnóstico correto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, a orientação é de realizar o exame de toque retal e o exame de PSA, anualmente, a partir dos 45 anos para homens com história familiar positiva e negros; e a partir dos 50 anos para os demais.

O diagnóstico definitivo é obtido através da biópsia de próstata, na qual em geral, 12 fragmentos da próstata são colhidos através de punções com agulha, guiadas por aparelho de ultrassom, introduzido via retal.

Uma vez realizado o diagnóstico, deve-se definir se a doença está localizada, com chance de cura, o que felizmente acontece na maioria das vezes nos dia atuais, ou se a doença está avançada.

O tratamento para doença localizada pode ser realizado através de cirurgia (foto), com a extirpação total da próstata e vesículas seminais ou prostatovesiculectomia (seja pela via aberta, seja por videolaparoscopia convencional, ou até mesmo com auxílio de robô); radioterapia, entre outros métodos menos utilizados (braquiterapia, ablação por crioterapia ou radiofrequência).

Qualquer que seja o método escolhido para o tratamento, nenhum é totalmente inócuo. Existe a possibilidade de ocorrerem complicações, as quais com a melhoria da técnicas cirúrgicas, e a melhoria dos aparelhos de radioterapia, apresentam-se com frequência cada vez menor. Contudo as complicações que podem advir são a disfunção erétil (impotência) e a incontinência urinária, em graus variados e passíveis de tratamento também.

A doença avançada caracteriza-se pela disseminação (metástases) principalmente para linfonodos pélvicos e coluna lombar. Neste caso está indicado a hormonioterapia, seja por castração física (orquiectomia subcapsular, ou remoção do contéudo interno dos testículos), ou castração química (medicamentos injetáveis intramusculares, mensais, trimestrais ou semestrais, conhecidos como análogos do LHRH).

A quimioterapia está reservada para os casos, em que o câncer não mais responde à hormonioterapia.

 

Maurício F. L. Marchese

fotocaptt

Foto: Peça cirúrgica, evidenciando a próstata e as vesículas seminais (prostatovesiculectomia).